quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Os sonhos e a cabala

                                              

OS SONHOS E A CABALA 

por: Moshe Pinto
 Segundo nossa tradição, o sono corresponde a 1/60 avos da morte. A nefesh habamit (alma animal) reencontra seu lugar em malchut (reino); o ruach (espírito) volta ao lugar ao qual está ligado. Um ruach puro reencontra, assim, o gan éden (paraíso), vai à escola do mundo superior onde aprende a Torah. Mas cada um segundo no seu nível; e se ele está ligado à exterioridade, às coisas do mundo, ele errará segundo suas afinidades.

O corpo é mantido por um fio, ligação necessária da alma para manter suas funções vitais. A alma reencontra, assim, os mundos superiores e passeia segundo suas afinidades. Têm lugar, assim, os sonhos, nos transmitindo impressões que são, em seguida, traduzidas ao alcance do consciente.

Seguem aqui algumas considerações sobre este assunto. Citarei um artigo, muito longo, mas interessante, de Spartacus (Spartakus FreeMann, 15 Ellul 5764), publicado no site hermesia. Em razão da extensão do artigo e da riqueza das citações, deixo ao leitor as partes mais importantes para a reflexão e para o estudo, sem maiores comentários.

“Mesmo que tenha escondido minha face à Israel, Eu quero me comunicar com ele pelos sonhos” (Chagigah 5b).

Segundo o Zohar I, 183b, “nada se materializa neste mundo sem que tenha sido antes revelado a uma pessoa em um sonho”; e, Zohar I, 251b, “antes de tudo, os decretos da Corte Celeste são mostrados nos sonhos aos filhos do homem; em seguida, após um curto lapso de tempo, as coisas acontecem”. 

“Um sonho pode nos revelar nossos pensamentos íntimos os mais secretos e os que mais recusamos, nossos medos, nossas aspirações, nossos desejos (ver Berachot 55b). Em uma palavra, o sonho é uma arma, um elemento de poder que possui o ser humano para compreender e apreender a Criação e seu Criador. Ainda, segundo Berachot 55b, há três tipos de sonhos que se realizam: um sonho matinal, um sonho de um amigo que nos diz respeito, um sonho interpretado em meio mesmo de um sonho.”

Zohar I 183b, 199b: “um sonho que não é interpretado é como uma carta que não foi lida; ele se realizará mesmo que não estejamos conscientes”.

Percebemos (ou recebemos) o sonho como uma descarga energética, como um flash de luz, que nos imprime com uma sensação. Em seguida, nós a traduzimos de forma que ela possa ser entendida por nosso consciente, por imagens e dizeres, sons, cores ou odores. (Todos esses elementos fazem parte da percepção do homem, e também dos korbanot (sacrifícios, serviço do Templo). Mas esta lembrança não é senão uma leitura literal; sua interpretação implica em encontrar a mensagem que ela esconde.

“O Criador nos fez de modo a que a parte divina de nossa alma pudesse ser de certo modo, liberada de seus laços físicos durante o sono. Os aspectos superiores da alma se elevam e se separam do corpo. Um aspecto da parte divina da alma permanece junto à parte inferior da alma. Os aspectos liberados se movem em certos reinos espirituais e lá são implicados, ou seja, com forças espirituais que se encontram na natureza, ou seja, com anjos e demônios. Eles experimentam o que está determinado para eles neste reino. Às vezes, quando eles se encontram nas esferas superiores, eles podem transmitir informações recebidas para a alma que ficou em baixo. Isto desperta a imaginação e produz imagens mentais. Por vezes a informação é verdadeira, por vezes é falsa, dependendo da fonte da informação. A informação entra na imaginação e se mistura com outros pensamentos, desejos e fenômenos físicos, que perturbam a transmissão. Outras vezes, as informações nos chegam claramente”  (Rav Moshé Chayim Luzzatto, O Caminho de D-eus – Derech Hashem – III, 1:6).

Cito de novo Spartacus:

“Segundo o Talmud (Berachot 55b), na época do Segundo Templo, haviam 24 intérpretes de sonhos que faziam disto sua profissão. Um dia, Rav Bina’ah teve um sonho e foi à cada um dos intérpretes para conhecer o seu significado. Os 24 intérpretes deram um significado diferente. Isto poderia significar que as 24 interpretações seriam falsas, mas, entretanto, Rav Bina’ah relata em seguida que todas as 24 interpretações se realizaram. Isto quer dizer que o sonho se realizou de 24 modos diferentes na vida de Rav Bina’ah. Isto nos indica que a interpretação do sonho é tão importante quanto o sonho em si e o Zohar I, 183b adverte: “não se deve nunca contar os sonhos a qualquer pessoa, mas somente a um amigo próximo”. 

“Aquele que é capaz de discernir o conteúdo da imaginação é alguém que está livre dos desejos físicos como Yossef, que dominou o desejo pelas mulheres, e Daniel que dominou o desejo pelo alimento. Eles podiam interpretar os sonhos. Isto porque a raiz de todos os pensamentos reside nos desejos. Os desejos provocam a imaginação no espírito. Uma pessoa absorvida por pensamentos controlados pelos desejos não pode extrair a essência da verdade que repousa no seio destes pensamentos.” (Tzikas HaTzadik, Secção Sete, Nota 203).

“O Talmud, tratado Berachot, está repleto de instruções relativas às interpretações dos sonhos, e Rav Shelomo Almoli igualmente escreveu um magnífico manual de interpretação dos sonhos, o Sefer Pitron Halamot.”
“Seguem-se alguns exemplos de interpretação, dados pelo Zohar:
- ver um camelo (gemal) em um sonho é signo de que a pessoa foi condenada à morte, mas que foi poupada da sentença (Zohar II, 236a).
- ver a letra Teth significa algo de bom no futuro (Zohar II,230a), pois esta letra é a inicial da palavra ‘tov’, bom.
- ver “vinho em um sonho, se é um rabino, significa ‘bom’ (Zohar III, 14b), pois o estudo da Torah é como o bom vinho.”.
“Pode-se perguntar, pensando de novo à história de Rav Bina’ah, por que razão as interpretações podem diferir. De fato, uma vez que estamos no mundo dos arquétipos, é normal que o que um rabino verá, segundo a sua concepção do mundo, vai diferir do que verá um outro rabino. Os sonhos são, assim, individuais em função das suas interpretações, pois, um mesmo arquétipo, antes de ser uma base comum a todos, será adaptado de maneira diferente pela psyché de tal ou tal outra pessoa.”

“Zohar (I, 150b): “certos sonhos são verdadeiros, outros falsos”, o que corresponde a Berachot 55a “não há nenhum sonho que não contenha em si  uma parte de mentira”. Assim, na mensagem do sonho se mesclam elementos perturbadores, parasitas, que devem ser analisados como tal e rejeitados pela interpretação. Além do que, é certo que todos os sonhos não são provenientes de fonte divina ou santa. De fato, pode ser que sejam ressurgimento de pulsões ocultas e destruidoras. O universo dos sonhos é o reino do inconsciente e, como tal, pertence ao domínio do bem E do mal.“Quando a alma do homem se eleva enquanto dorme, si ele é um pecador, sua alma é rejeitada para o lugar das forças e potências do mal, e é por esta razão que a gente se vê em sonho em um outro país” (Zohar III, 222b).”

“Igualmente, os sonhos podem ser utilizados para invocar não anjos, mas demônios, que devem responder, no terreno onírico, às questões colocadas pelo praticante: “as maneiras lícitas de poder invocar cada potência maléfica ou uma potência satânica, é invocar seu nome e, deste modo, o que será dito à pessoa será verdadeiro; você deve dizer, ‘te juro tal e tal Ammon de Non, o ministro da impureza, sentado à esquerda de Samael, vem com um arco curvado em sua mão direita, e a abominação da cruz em sua mão esquerda; vem somente esta noite, em um sonho, ou em este dia em um sonho, e realize meu desejo com ou sem palavras’. Em seguida, faça um voto. Ele virá e se revelará a você, sob a forma de um homem montando um asno preto ou um asno branco, ele se revelará sob uma destas duas formas.” (Citado por Sholem no “O Maguid”, pg. 109). Na tradição judia, é proibido invocar demônios; mas aqui, por meio dos sonhos, o cabalista não transgride nenhuma interdição. Ele sai da esfera temporal e se transporta nas esferas espirituais onde a proibição não age. ‘Te invoco e te peço de aparecer imediatamente, sem demora nem obstáculo, venha a mim em um sonho do dia ou em um sonho da noite, enquanto durmo, e não quando estou desperto.’ (Sefer haMeshiv, citado por Sholem em “The Maguid”, pg. 109).

“O único meio de se evitar de cair sob a influência de demônios ou espíritos impuros, quando entramos no domínio dos sonhos, é: recitar o Shema Israel, e outras preces que se revelarão como proteções muito eficazes para a viagem noturna.”

“Um ponto essencial relativo aos sonhos é que o elemento psicológico e o elemento espiritual são UM. Assim, não se deve rejeitar os elementos psicológicos dos sonhos, pois, eles também podem nos trazer uma mensagem. Isto está colocado em evidência no Zohar I, 199b: ‘devemos nos lembrar de um sonho bom e ele então se realizará; entretanto, se o sonho é esquecido dentro do coração do homem, igualmente ele será esquecido no mundo superior’.”

“Em um sonho, uma visão da noite, … então Ele abre os ouvidos dos homens… a fim de que ele possa guiar o homem na sua conduta” (Job 33, 16-17). Os sonhos nos são dados a fim de guiar nossa conduta e nos ajudar a retornar à D-us. O Zohar III, 105b, nos diz: “uma pessoa que nada revelou em seus sonhos é chamada demônio”. Os sonhos implantam mensagens no mais profundo de nossa psyqué, uma forma de programação, que em nada prejudica o nosso livre arbítrio, pois, podemos ainda decidir de esquecer-nos dos sonhos.

“Na cabala, segundo Zev Ben Shimon Halevy, os sonhos são repartidos em três categorias. A primeira diz respeito aos acontecimentos imediatos, ligados à tríade de Yessod, o lugar do ego, que trazem aos sonhos os momentos relativos às atividades mundanas. O segundo se focaliza em Tiferet, o lugar do Superego. Aí, as inquietudes da alma são levadas do inconsciente e projetadas na tela do Yessod durante o sonho, a fim de que a atenção do ego seja despertada para estes problemas. A terceira categoria de sonhos no seio da cabala é chamada ‘profética’. Segundo a tradição, a alma, durante o sono, está livre de viajar no mundo da formação; este gênero de viagem se aparenta à viagem astral. Diz-se que aqueles que atingiram um desenvolvimento espiritual suficiente são então capazes de elevar-se até Yetzirah e, de lá, para Briah, lugar onde a alma está em contacto com o Espíem contacto com o Espa estm um desenvolvimento espiritual suficiente sivos rito, ou Ruach haKodesh, que pode lhe fornecer visões proféticas, por meio dos sonhos.”
“O mês de Kislev é considerado pelos sábios da cabala como o mês dos sonhos por excelência. Este mês é o nono mês judeu e, no peitoral do cohen hagadol, a nona pedra era a ametista ou “achlamah”; ora, segundo Radak, podemos aproximar esta palavra de “chalam”, sonho; e, em seu Livro das Raízes Hebraicas ele nos diz a este propósito, ‘aquele que usa uma ametista em seu dedo, sem dúvida terá sonhos”.

“Da raiz ‘chalam’ vem também a palavra ‘hachlamah’, que significa saúde em geral (física e mental). Segundo alguns, a emergência de um sonho na alma é similar ao fenômeno de uma pessoa enferma , que sua e que, suando, se desembaraça dos humores ruins.

A este respeito, o Bahir (40) nos diz: “Seus discípulos lhe perguntaram: que significa o ponto vogal holem? Ele lhes respondeu: É a alma e seu nome é holem (sonhador); si você lhe obedece, você curará seu corpo no tempo futuro: Mas si você se revolta contra ela, cairá enfermo e ela também”. Aqui, remarcamos que a palavra ‘holem’ que serve para designar o ponto vogal ‘o’ é aparentada com a palavra hachlamah que designa cura, assim como vimos. As três palavras ‘holem, hachlamah e chalam (sonho) derivam da mesma raiz. Na edição do Bahir de Gottfarstein, podemos ler em nota: “É curioso observar que a palavra Halon, que significa janela, está igualmente relacionada à noção de abertura, abertura para o interior do ser, ou para o que é exterior. Nos dois casos, o espaço humano ganha em profundidade e em altura”. 

O Bahir (41) continua assim: “E se diz ainda: Cada sonho está na área do holem, assim como qualquer pérola branca procede de veahlamah” (Êxodo 28-19).

“Na Bíblia, quem conhece a interpretação dos sonhos é Yossef haTzadik, que quem cura as almas (e quando a alma é sã, o corpo também). Yossef “escuta um sonho a fim de interpreta-lo” (Gênese 40-15, ele compreende a luz íntima, a dimensão da alma do sonhador que lhe conta seu sonho e, assim, ele sabe como interpretar o seu sonho.
“O mês de kislev termina com a festa de chanukah e o vínculo entre os sonhos e chanukah é mostrado claramente na Torah Or de Rabbi Schneur Zalman de Lyadi. Neste livro, o vínculo é estabelecido entre o Salmo 126 “seremos como sonhadores” e o 25 kislev que marca chanukah. O azeite da chanukah é “o azeite para a luz”, a fonte de luz que revelará o Messias. O vaso de azeite puro é o segredo da revelação da fonte divina dos sonhos, manifestações da essência de D-us, o nível em que os paradoxos são suspensos e onde os opostos são unidos. O Targum traduz “éramos sonhadores”, “estávamos doentes e fomos curados”. O sonho do exílio, vivido nesta vida, é o aspecto da doença que será curada pelo Messias, pelo sonho da redenção. “Éramos sonhadores”(hayinu k’cholmim) começam pelas letras Kaf e Hey (25 – valor numérico), que fazem alusão ao 25º dia de kislev, começo da festa de chanukah, que dura 8 dias. Oito (que tem a mesma raiz que óleo, “shmone”, “shemen”) é o número do Messias, pois sua lira comporta oito cordas, fazendo o paralelo com os oito dias de chanukah. Oito é o segredo de “az” (então).”

A prece a ser dita por aqueles que não se lembram dos sonhos, segundo o tratado Berachot.
“Senhor do Universo! Pertenço a Ti e meus sonhos são Teus; um sonho que sonhei, mas que não sei o significado… si é um sonho bom, reforce-o e lhe dê força, que ele se realize como os sonhos de Yossef; mas si ele deve ser corrigido, cure-o como as águas de Marah foram curadas pelas mãos de Moisés, nosso mestre, como Myriam foi curada da lepra, como Ezequias foi curado da sua doença, e como as águas de Jericó foram suavizadas pelas mãos de Elias. E como Você, Você transformará a maldição dos malditos de Balam em uma benção, faça, assim, boas coisas com os meus sonhos.” (meditações do ‘Ribono Shel Olam’).”

Controlar os seus sonhos, segundo o Zohar: 

“O Zohar nos ensina diferentes meios a fim de mudar a qualidade dos sonhos; meios que devem ser utilizados antes do sono, para que sejam eficazes”.
“Contemplação e introspecção: cada manhã nós somos renovados – nossas almas são tais que uma nova criação. A fim de ajudar a re-criação da alma, é necessário examinar atentamente, em nossos espíritos, os acontecimentos do dia; examina-los de maneira crítica, tentar expurgar os elementos negativos. O tudo é permanecer honesto consigo mesmo e nada esconder a si próprio. Dormir com um espírito claro mais calmo, não se deve fixar os problemas no nível da consciência neste momento próximo ao adormecer. Deve-se simplesmente passa-los
em revista. Colocar então suas questões. Segundo o Zohar, estas questões encontrarão respostas em seus sonhos.”    

“A prece e a meditação: podemos utilizar diferentes letras à noite, antes de dormir. Pode-se, ou seja, vibrar, ou simplesmente meditar sobre estas letras, que atrairão então as energias adequadas, às quais atrairão as energias adequadas a que estão ligadas durante o sono. Além disto, as letras ajudarão a alma a elevar-se nas esferas superiores, a fim de receber a mensagem esperada. Pode-se também utilizar a oração cabalística: “Sh’ma Ysrael, Hashem Elokeinu, Hashem Echad”. É o Sh’ma que é a prece da unificação com D-eus. Ela é bastante poderosa como ajuda para entrar em contacto com as esferas superiores. Pela meditação sobre esta oração e sobre as suas letras, permitimos à nossa alma de conectar-se à Fonte, facilitando, assim, a viagem da alma durante o sono.”

“Os ‘she’eloth halom’, ou as questões formuladas no sonho são um conjunto de técnicas que visam responder a uma questão por um verso da Bíblia. Interpreta-se o verso segundo o conteúdo do sonho e da questão.”

“O cabalista Rabbi Isaac ben Samuel de Acre nos conta o seguinte: “eu, o jovem Isaac de Acre, dormia em meu leito e, no final da terceira guarda, uma questão maravilhosa me foi respondida por sonho, uma verdadeira visão como se estivesse acordado, como se segue: ‘você será perfeito com o Senhor seu D-us’. Rabbi Isaac observa então toda uma série de combinações de palavras e seus equivalentes numéricos, que se referem ao nome divino YBQ e ‘pensa nas letras do Tetragrama quando elas são pronunciadas, em ruminação conceitual, intelectual e não em uma via que chega à garganta pelo coração…’ (Sefer Ozar Hayim, MS Moscou – Guensburg 775, fólios 100b – 101a).”

“O cabalista aprende, pelos sonhos, a técnica para obter respostas às questões colocadas nos sonhos. Ele deve pronunciar as letras dos nomes divinos que encontramos nos versos bíblicos e cujas letras estão permutadas. Uma vez que a pronunciação do Tetragrama é proibida, pronunciam-se as permutações e as combinações de letras com outras letras diferentes das do Tetragrama. Esta técnica é bastante similar à de Abulafiah, cujo sistema é inteiramente baseado nas permutações dos nomes divinos (tzeruf), sobre as suas meditações (hitchbodedut), no seio da cabala extática ou cabala dos nomes divinos. Mesmo que Abulafiah não tenha recorrido à técnica dos sonhos, há pontes entre suas práticas e aquelas que visam a profecia onírica.”

“Segue o que Abulafiah escreve:
Em seu Sefer Hayie Olam ha-Ba: “A outra parte (da ciência da tradicional da cabala) consiste no conhecimento de D-us por meio das 22 letras, pelas quais os Nomes Divinos e os Selos (hotamoth ou combinações diferentes das letras do Tetragrama) são compostos, com suas vogais e os signos de cantilação. Eles (nomes divinos e selos) “falam aos profetas nos sonhos, nos Urim ve-Tumim, no Espírito Santo e durante as profecias”. 

“Um outro exemplo de prática onírica de she’elat halom é dado pelo cabalista Hayim Vital, que recomenda: “você ira ao leito, rezará a ‘que Sua vontade seja’ e utilizará as pronunciações dos nomes divinos escritos diante de você, assim como dirigirás seu pensamento à sua questão, seja para descobrir um problema ligado a um sonho e às coisas futuras, seja para conseguir qualquer coisa que deseja e, em seguida, coloque a questão” (Ketavim Hadashim, Rabbi Hayim Vital (Jerusalém 1988), p.8).”
“Em outro lugar, este cabalista propõe uma técnica de visualização de cores, a fim de alcançar a resolução de questões colocadas nos sonhos: “Visualize o que está acima do firmamento ‘de Aravot’, há uma grande cortina branca sobre a qual está inscrito o Tetragrama, em escritura assíria, com certa cor… e as grandes letras lá estão inscritas, cada uma tão grande como uma montanha. E você deve imaginar em seus pensamentos que coloca sua questão, ou elas colocarão seu espírito em sua boca, ou você adormecerá e elas responderão como em um sonho”.     
“E, para terminar com Isaac de Acre, deve-se observar que ele utilizava frequentemente a expressão ‘nim velo nim’ que significa ‘estado de vigília e de não vigília’, para exprimir o estado em que ele se encontrava durante suas práticas oníricas. É nestes estados intermediários de consciência que suas revelações lhe foram dadas e é plausível de ver neste tipo de prática uma influência sofista (segundo Moshé Idel em Os cabalistas da noite, edições Allia).

“Outra técnica elaborada sobre os textos místicos hebraicos é o choro místico. Ou seja um esforço para se obter um resultado direto de um choro que é provocado. O resultado buscado vai da consciência total à visão, passando pela revelação profética.”

“Eis aqui uma história tirada de um midrash (kochelet Eclesiastes Rabbah 10:10), que dá um exemplo do choro místico, como procedimento onírico para se obter percepções ou comunicações paranormais: “Um dos estudantes de Rabbi Shimon Bar Yohai havia se esquecido do que havia aprendido. Em prantos, ele foi ao cemitério. Por causa de seus grandes prantos, Rabbi Shimon foi até ele em sonho e disse: ‘quando você se lamenta, jogue três ramos e eu virei’. O estudante foi a um intérprete de sonhos e lhe contou o que tinha acontecido. Este lhe respondeu: ‘repita o seu capítulo (o que tinha aprendido) três vezes e você se lembrará’. O estudante procedeu assim, e recuperou a memória do que havia aprendido.” 

“A correlação entre os prantos e a visita ao cemitério parece estar em relação a uma prática destinada a induzir uma visão. A técnica é o conjunto formado pelos prantos, a visita ao cemitério e o adormecimento, que conduz o personagem a obter uma visão ou um sonho profético.”
“A técnica consistindo em utilizar os prantos, a fim de se obter uma visão, é um tema desenvolvido por Abraham haLevy Beruchim, um dos discípulos de Luriah. Segundo ele, a primeira condição do trabalho é o silêncio, seguido por ‘todas suas preces, em cada hora do estudo, em um lugar difícil (para o estudo), que você não pode compreender e apreender senão pela ciência propedêutica ou por algum segredo; então, derrame as lágrimas mais amargas e, quanto mais você chora e se lamenta, faça-o. Aumente suas lamentações, enquanto as portas das lágrimas não estejam fechadas e que as portas superiores estejam abertas’ (MS Oxford 1706, fólio 494b).”

“Hayim Vital diz a este respeito: “em 1566, na véspera de Shabat, no oito de Tevet, recitei o Kidush e sentei-me para comer; e os olhos deixaram rolar lágrimas, e eu estava triste em seguida… que eu estava ligado pela feitiçaria… e me lamentava por causa da minha negligência da Torah durante os dois últimos anos… e porque estava preocupado, não comia absolutamente nada; e eu me repousava em meu leito sobre o ventre, me lamentando, e caí adormecido de tanto me lamentar e sonhei sonhos maravilhosos”  (Sefer Ha-Hezyonot (Livro das Visões) , edição A. Z. Aeshcoli (Jerusalém 1954), p. 42).”

“Um outro cabalista, Rabbi Abraham bem Eliezer ha-Levy nos diz: “Os especialistas em conversações com os anjos servidores, por meio de questões em sonhos, ou por meio de uma questão quando acordado, sabem que o anjo dá, algumas vezes, uma resposta de uma maneira clara e suficiente, e, por vezes, por meio de uma alusão, de uma resposta duvidosa, sendo que não compete aos anjos servidores responder à quem quer que seja que coloque uma questão, a fortiori quando alguém coloca uma questão inapropriada, ou quando o anjo não tem a permissão de revelar, ou quando não conhece a resposta, pois eles não conhecem todos os temas” (Igueret Sod ha-Guedulah, MS Oxford, Bodleiana 2569).” 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Avinu Malkênu

                                              


Avinu Malkênu

Rashi nos diz que o Avinu Malkênu (tradução literal: nosso Pai, nosso Rei) como o recitamos atualmente é uma expansão da prece comum, mais curta, composta por Rabi Akiva, sobre a qual o Talmud reporta:
"Aconteceu certa vez durante um período de seca que Rabi Eliezer ficou de pé perante a congregação e recitou vinte e quatro preces por chuva, sem sucesso. Nenhuma chuva veio. Então Rabi Akiva postou-se perante a congregação e disse Avinu Malkênu e sua prece foi imediatamente respondida. Quando os Sábios viram que Avinu Malkênu de Rabi Akiva era uma prece realmente eficaz, adicionaram mais pedidos a ela, e instituíram a prece completa como parte do serviço pelos Dias de Arrependimento."
O livro Levush nos diz que as partes adicionadas aos pedidos originais contidos em Avinu Malkênu seguem o esquema da Amidá (prece silenciosa). Por esta razão é pronunciado logo depois dela, e de pé com atenção especial. Por isso é também omitida quando Rosh Hashaná ocorre num Shabat, assim como a Amidá dos dias de semana. Outra razão para esta omissão é que contém preces para nossos interesses pessoais, que devem ser deixados de lado no Shabat.
O uso da expressão Avinu Malkênu, é explicado por nossos sábios da seguinte maneira:

Quando os Sábios viram que Avinu Malkênu de Rabi Akiva era uma prece realmente eficaz, adicionaram mais pedidos a ela, e instituíram a prece completa como parte do serviço pelos Dias de Arrependimento

Um príncipe foi seqüestrado na infância e levado a um país remoto. Ele pode retornar à terra de seu pai sem vergonha alguma por sua longa ausência sempre que o desejar, porque é para seu próprio legado que ele está retornando. Similarmente, um judeu pode sempre voltar para a Torá, embora tenha estado separado dela por muitos anos, porque é sua herança. Por isso rezamos: "Traga-nos de volta para Sua Torá, nosso Pai," porque D'us sempre nos aceitará de volta quando voltarmos a Ele.
Avinu Malkênu - nosso Pai e nosso Rei: Como pai, Ele jamais nos negou Seu amor. Como rei, Ele exige nossa obediência e controla nosso destino.
Durante os Dez Dias de Arrependimento estes pensamentos deveriam trazer-nos de volta para D'us, e fazer com que nos atiremos aos Seus pés como Seus filhos e Seus servos confessando: "pecamos perante Vós", e implorando - "tende misericórdia de nós".

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

HOMEM E PENSAMENTOS NEGATIVOS

Homem contra a besta

                                                                                  


Quando uma pessoa é atacada por pensamentos negativos e dúvidas, mas luta e luta para superá-los, isso é muito precioso aos olhos de D'us e lhe dá o maior prazer.
Celebrações reais por vezes, incluem espetáculos de feras lutando entre si, com os espectadores encantados assistir ing a vitória besta mais forte. Da mesma forma, nossos pensamentos derivam do Chayot - os "feras" da Carruagem divina (Ezequiel 1). Pensamentos santos são espécies puras de animais, enquanto os maus pensamentos são animais impuros. Através do projeto de D'us, eles são lançados um contra o outro, e Ele tem o maior prazer quando o homem bem sucedido em sua luta para superar os animais impuros.
É um princípio básico de que dois pensamentos não pode estar presente no espírito a um e ao mesmo tempo. Portanto, você pode facilmente banir pensamentos negativos por sentado sem fazer nada - por não perseguir o mau pensamento, mas concentrando-se em um pensamento diferente, seja um dos Torah, devoção ou mesmo de negócios. Por isso é impossível pensar duas reflexões a um e ao mesmo tempo.
Não há necessidade de fazer uma guerra e sacudir a cabeça de um lado para o outro, a fim de banir os maus pensamentos. Isso não ajuda em nada, muito pelo contrário, torna-os atacar com mais força ainda. Simplesmente não preste atenção: faça a sua parte e pensar em vez sobre a Torá, a oração ou de negócios. Não olhar para trás no pensamento ruim em tudo. Desta forma, ele vai embora por si só.
Likutey Moharan I, 233

domingo, 22 de setembro de 2013

CHAMA ACESA

   
                                                                               


Certa vez quando o Rav Israel Missalanter estava andando pela rua  tarde da noite, notou que uma pequena luz saía da casa de Moishe, o sapateiro.
Ao aproximar-se viu que Moishe ainda estava trabalhando, e, surpreso indagou-o "Reb Moishe não é tarde para trabalhar?".
O sapateiro, então, respondeu ao rabino uma frase que lhe serviu de base para muitos de seus ensinamentos. 
"Enquanto a chama está acesa, ainda pode-se consertar !".



O PODER DAS PALAVRAS NAS ORAÇÕES

                                       


 Está é uma história que um dos Rosh da Yeshiva de Mir contou que ilustra bem o poder da Tefiláh. Ele estava com o pai durante o Holocausto, quando os alemães chegaram à sua casa. Os alemães estavam todos contra a parede e queriam matá-los. O pai, então, pediu a seu filho para ir buscar-lhe um copo de água antes que os alemães atirasem para matá-los, e os alemães lhe permitiu fazê-lo. Ele foi e trouxe o copo de água ao seu pai, seu pai pegou o copo e começou a gritar a bênção com uma voz de trovão. "Baruch Atá Hashem Elokeinu Melech HaOlam Shehacôl nehiyeh bidvaro!" Naquele momento, quando ele terminou a bênção, de repente, ouviu uma série de explosões. Houve uma grande confusão, e todos os alemães fugiram porque os russos tinham chegado. Eles foram salvos. Depois, o filho perguntou ao pai como ele havia conseguido tal milagre. Seu pai respondeu  "Há uma declaração simples na Gemará [berachos]. 'Se alguém diz a bracha "Shehacôl nehiyeh bidvaro" sobre qualquer coisa, ele é yotzei [cumpre sua obrigação halachica]. "Qualquer coisa", qualquer problema que possa acontecer. Se uma pessoa diz "Shehacôl", ele é "yotzei", ele fica de fora. "Isso porque toda a salvação está escondida nas palavras das orações.    

Jacob e Sucot

                                                                                



Por Rabino Avraham Greenbaum

O Sucah e a Casa
"Esaú voltou para aquele dia pelo seu caminho a Seir. Jacó partiu para Sucot e construiu para si uma casa, e para o seu gado, ele construiu abrigos, por isso chamou o nome do lugar Sucot" (Gênesis 33:16-17).
Quando Jacob viu que Esaú e seus quatrocentos homens avançam em direção a ele, Jacob agrupou suas esposas e seus respectivos filhos e saiu à frente deles para atender Esau.
"Ele se prostrou em terra sete vezes, até que chegou a seu irmão. Então Esaú correu-lhe ao encontro, abraçou-o e caiu sobre seu pescoço e beijou-o, e eles choraram ...." (Gênesis 33:3-4) .
A exibição de humildade de Jacob despertou a compaixão de Esau. Jacob pressionou-o a aceitar seus dons, e Esaú concordou. Ele até sugeriu que eles se juntassem para  viajarem juntos. Mas Jacob sabia que seus destinos eram diferentes e que, para permanecer fiel à sua própria missão, ele deve manter uma distância respeitosa de Esau.
"E ele lhe disse: Meu senhor sabe que estes filhos são tenros e os rebanhos e manadas têm seus filhotes, e um dia duro está viajando poderia derrubá-los para fora e todos os rebanhos iria morrer. Vamos meu passe senhor em na frente de seu servo e eu vou avançar lentamente no ritmo do gado que estão à frente de mim e ao ritmo das crianças .... " (Gênesis 33:13-14)
A resposta de Jacob revela a praticidade realista e uma sensibilidade tocante às necessidades dos mais fracos e ternos. Jacó teve a capacidade de levar em conta as diferentes necessidades de todos e para orquestrar forças opostas em uma harmonia dinâmica. Com Binah -compreensão que ele pudesse prestar atenção aos mínimos detalhes e, ao mesmo tempo, utilizando-angular Chokhmah -visão para ver cada detalhe em seu lugar adequado no contexto do todo mais amplo.
Ao trazer ainda Esaú - representando o mundo material de Asiyah - para fazer as pazes com ele, Jacob mostrou que ele tinha o poder de dominar o próprio mundo material no serviço de sua busca espiritual mais elevada, sem deixar os seus aspectos mais grosseiros desviá-lo de seu caminho .
Isso foi o que qualificou Jacob para construir sua casa. Não era apenas para ser uma "casa", no sentido metafórico, uma comunidade de almas. Devia haver uma estrutura física bem real. O espiritual e o físico teve que ser unidas. Imediatamente após sua reconciliação com Esaú - Asiyah - Jacob construiu uma casa:
"Esaú voltou para aquele dia pelo seu caminho a Seir. Jacó partiu para Sucot e construiu para si uma casa, e para os seus animais, ele construiu abrigos, por isso chamou o nome do lugar Sucot " (Gênesis 33:16-17) .
Quando Jacob construiu a sua casa, ele pensou em todos, não só os adultos e crianças, mas até mesmo os animais. Todos têm as suas diferentes necessidades. Tudo deve ter o seu lugar justo e adequado no todo maior.
A praticidade doméstica de Jacob vem nos ensinar que temos de trazer até os menores detalhes práticos de nossas vidas materiais dentro da "Casa" de nossa visão espiritual em geral. Se apenas pensarmos e falarmos sobre ideais espirituais sem agir em conformidade em nossa vida material, nosso negócio diário, nossa "espiritualidade" é uma ilusão.
A Torá nos ensina a trazer toda a vida dentro da "Casa" da espiritualidade, seguindo as Halachot , caminhos práticos que se aplicam em todas as diversas situações que enfrentamos incluindo nossa vida no mundo material. O percurso, que inclui todos os outros é o da oração pessoal. Esta é a mais poderosa forma de fazer a conexão necessária entre as nossas metas espirituais e os detalhes de nossas vidas materiais. Nas palavras do Rebe Nachman:
"Você deve rezar para tudo. Se sua roupa está rasgada e deve ser substituído, orar a D’us por um novo. Faça isso por tudo. Crie o hábito de orar por todas as suas necessidades, grandes ou pequenos. Suas principais orações devem ser para os fundamentos, de que D’us deve ajudá-lo em sua devoção e trazê-lo perto dele. Ainda assim, você também deve orar mesmo para coisas triviais. D’us pode dar-lhe comida e roupas e tudo mais que você precisa, mesmo que você não pergunte para ele. Mas, então, você é como um animal. D’us dá a cada coisa viva seu pão sem ser perguntado. Ele também pode dar a você desta forma. Mas se você não tirar a sua vida através da oração, então é como o de uma fera. Para um homem ele deve tirar todas as necessidades da vida de Deus somente através da oração. "
A sabedoria do rabino Nachman º 233
Importância ecológica da Sucah
Para ser fiel à sua missão neste mundo, o homem deve "tirar todas as necessidades da vida de D’us somente através da oração". Se ele não conseguir fazer isso, ele não é melhor do que um animal. Na verdade, quando o homem se limita a consumir ele leva deste mundo a forma como os animais fazem, ele não só cai abaixo de seu próprio nível adequado. Ele traz o resto do mundo com ele, fazendo com que os próprios animais a sofrer.
Rabi Nachman discute este ponto em um ensinamento sobre a Sucah (veja abaixo). Durante o festival anual de outono de Sucot é uma mitzvah morar num Sucah, uma estrutura temporária com um telhado feito de nada além de folhas, galhos e vegetação natural similar. Deve-se levar o melhor mobiliário e utensílios de casa na Sucah e realmente viver lá da maneira que normalmente vive em sua casa, comendo e bebendo, estudar, rezar e meditar, relaxar, socializar e até mesmo dormir na Sucah.
Sucot, a terceira das grandes festas anuais, é particularmente associada com Jacob, o terceiro dos fundadores. Trazendo várias atividades para debaixo do telhado da Sucah simboliza a necessidade de trazer todos os detalhes de nossas vidas dentro da "Casa" de espiritualidade. É por isso que quando Jacob construiu a sua casa, ele não só construir para si e sua família. Ele também "fez abrigos [ Sucot ] para os seus animais.
Rebbe Nachman ensinou:
Quando os animais morrem antes do tempo adequado, a razão é porque as pessoas não conseguem ter o cuidado de observar a mitzvah de Sucah corretamente. Para o Sucah, que é essencialmente um abrigo, representa a sefirá de Binah , que é chamada de "mãe que abriga seus filhos. " [ Binah é a mãe, enquanto as sefirot menor que emanam de Binah são seus "filhos"].
Para um homem Binah é a inteligência e compreensão que o coloca acima dos animais. Por esta razão, nos seres humanos os seios de que os bebês recebem a sua alimentação é maior em cima do corpo da mãe, enquanto que os úberes de que os animais jovens de alimentação são mais para baixo no corpo da mãe do animal. Da mesma forma, no nível espiritual, o homem retira seu sustento da sefirá de Binah , que é um nível muito elevado, ao passo que os animais recebem o seu sustento a partir de um nível inferior.
Quando uma pessoa não cumprir a mitzvah de Sucah corretamente ele cai do nível de Binah (= o Sucah) e desce a um nível onde seu alimento vem de "úberes dos animais". Isso significa que ele toma para si o alimento e energia que foram destinados para os animais. Ao fazer isso, ele tira sua força de vida muito, como um resultado do qual os animais morrem. Até que ponto uma pessoa cai depende de sua negligência do mitzvah de Sucah. Quanto mais ele cai, mais ele tira a força da vida pertencente aos animais, causando sua morte. É por isso que diz que Jacob "fez Sucot para seus animais". Para o Sucah é por causa dos animais!
Construir um edifício pode ser uma profissão muito perigosa, pois os nossos rabinos disse: "Todo aquele que se engaja na construção torna-se pobre" ( Sotah 11) . Para a casa deve ser construída com sabedoria e inteligência, e então a pessoa venha a não ter nenhum dano do prédio. Quando uma pessoa tem sabedoria e inteligência, é apropriado para ele construir uma casa, como está escrito: "A casa será construída com sabedoria e estabelecida com a compreensão e com o conhecimento dos quartos que será preenchido." (Provérbios 24:3 -4) . Ao construir essa casa, a pessoa cria um espaço para desenhar bênção para o mundo. Mas quando uma pessoa constrói sem inteligência, que é prejudicial para ele e ele torna-se uma pessoa empobrecida. Esta é a sua punição por ter falhado a construir a casa com sabedoria, pois "a sabedoria do pobre é desprezada" (Eclesiastes 9:16) . É, portanto, através da Sucah, que representa a inteligência, Binah , que uma pessoa é capaz de construir uma casa, como ele diz, "Com sabedoria a casa vai ser construída."
É por isso que "Jacob viajou para Sucot e construiu para si uma casa" (Gênesis 33:17) .
Likutey Moharan I, 266
O Sucah e o Templo
O ensinamento de Reb Nachman sobre o Sucah demonstra o papel fundamental de responsabilidade do homem para o bem-estar do mundo como um todo. Nosso cumprimento da mitzvot de D’us com o bom atendimento garante um fluxo equilibrado de bênção e nutrição para todos os níveis de criação. O incumprimento da mitzvot pode causar a morte de animais e outros desastres ecológicos.
Rebbe Nachman explica que foi apenas até o primeiro "viajar para Sucot" que Jacob foi capaz de construir sua casa. Em outras palavras, muito a capacidade do homem para estabelecer uma base material de som para a sua própria vida em sua "casa" depende da sua vontade de assumir a responsabilidade pelo equilíbrio ecológico global. Isso ele faz através de "Sucah" - trazendo todos os detalhes da vida sob a Binah - inteligência da Torá, que fornece caminhos específicos a serem seguidos em todos os diferentes momentos em nossas vidas. Cumprimento das várias mitsvot traz um fluxo de vida e de bênção para toda a criação, levando ao equilíbrio ecológico global sobre qual depende próprio bem-estar em longo prazo do homem.
Esta é uma lição vital num momento em que as pessoas de todo o mundo têm caído sob o feitiço de um consumismo irracional que está destruindo o meio ambiente global a um ritmo que ameaça a nossa própria sobrevivência. A humanidade está condenada à destruição, a menos que a humanidade pode aprender a regular o seu consumo de forma inteligente. Isso só será possível com a Binah - inteligência da Torá, o desmame pessoas de excesso, mostrando-lhes como comer, beber e realizar suas outras funções relevantes em uma forma que os eleva ao nível de atividades espirituais.
Este é precisamente o que a Casa de Jacob - o Templo Sagrado - é tudo. O templo é para servir como um poderoso, vívido, símbolo concreto da idéia de Sucah para toda a humanidade. A idéia de Sucah é trazer até mesmo os aspectos mais mundanos da nossa vida material dentro da "Casa" de espiritualidade, tornando-os parte da nossa busca espiritual. Isto é conseguido em primeiro lugar, pela oração sobre as nossas necessidades e atividades diárias. Assim, o templo é a "casa de oração para todos os homens" (Isaías 56:7) .
Isso não quer dizer que o Templo é simplesmente um grande local de culto onde às pessoas podem se reunir para orar. Certamente, o templo é um centro devocional onde as pessoas vêm para se conectar com D’us. Mas isso não é apenas porque fornece um espaço físico adequado para acomodar os fiéis. Cada detalhe do projeto dos prédios e pátios do templo é em si parte da lição sobre a oração. "O projeto do templo corresponde ao projeto da criação" ( Zohar Tikkuney , Introdução) . As várias salas e pátios do Templo correspondem aos vários mundos discutidos na Kabbalah. Esses mundos espirituais recebem vitalidade e bênção através do serviço do homem neste mundo. Não só os rituais do Templo trazer um fluxo de vitalidade para os mundos espirituais. Todos os detalhes dos serviços diários e outros "domésticos" atividades no Templo é um ensinamento para a humanidade sobre como conduzir nossas vidas em nossas próprias casas particulares e casas em um caminho que conduz à harmonia e ao equilíbrio ecológico no mundo.
O templo é compreensível para a mente humana, pois é semelhante a uma casa humana. A casa humana tem um lugar para preparar e cozinhar os alimentos para as pessoas que vivem nele e um lugar para comê-lo. O Templo era um lugar para que vários tipos de "alimento" estavam constantemente sendo trazido na forma de animais, aves, milho, vinho e azeite para os vários sacrifícios. Estes foram "consumidos" no altar, que é comparado com a tabela humano, ou em alguns casos comidos pelos sacerdotes e suas famílias, ou por aqueles que trouxeram os sacrifícios em um exercício de santo comer.
A casa oferece espaço humano para que possamos descansar e desfrutar de privacidade e intimidade com nossos entes queridos. Correspondente a esta no Templo é o "Santo dos Santos", que é às vezes chamado Cheder Hamitot, a "sala das camas" ou "quarto"! O Santo dos Santos, que é o lugar de união definitiva do Santo e Sua presença interior, é um ensinamento sobre a pureza e a santidade do amor entre marido e mulher na intimidade do seu próprio quarto privado.
Quando Jacó teve o sonho da escada no local onde esta Casa de D’us era para ser construído, ele viu anjos subindo e descendo. Os vários rituais físicos no Templo enviar ondas de expansão da influência de todos os mundos superiores: "anjos subindo". Este, por sua vez, provoca uma resposta de bênção e força vital que flui dos mundos superiores de volta a este mundo: "anjos descendo". Os rituais do templo são ensinamentos vivas sobre a santidade a que devemos aspirar quando nós comemos e bebemos e for sobre nossas outras atividades em nossas próprias casas particulares. Através de santificar nossas atividades mundanas, nós também enviamos "anjos" para os mundos superiores e obter o fluxo de bênção e vitalidade a este mundo.
"Levanta-te, sobe para a Casa de D’us"
Foi após o triunfo de Jacó sobre Esaú - Asiyah - que D’us lhe disse para ir até Beit El, "A Casa de Deus", para que ele pudesse cumprir a promessa feita anos antes, depois de seu sonho da escada.
E D’us disse a Jacó: "Levanta-te, sobe para Beit El e habita ali e faz ali um altar ao El, o D’us que te apareceu quando você fugiu de Esaú, teu irmão." E Jacó disse à sua casa e todos os que estavam com ele, "Remover os deuses estranhos que há em você e purificai-vos e trocar de roupa. E vamos levantar e ir até a Casa de D’us, e eu vou fazer lá um altar a El , o D’us que me responde no meu dia de tribulação e que estava comigo no caminho que tenho viajado " (Gênesis 35:1-3) .
A jornada de Jacob à Beit El se transformou em uma grande peregrinação de homens, mulheres e crianças em um ato conjunto de autopurificação, arrependimento e auto dedicação a D’us. Este é o símbolo do futuro arrependimento destinado da humanidade como predito pelos profetas:
"E vai ser no final do dia que a montanha da casa de HaVaYaH serão estabelecidos na cabeça das montanhas e vai ser levantada acima dos morros e todas as nações afluirão a ele. E muitas nações vão e dirão: Vinde e subamos à Montanha do HaVaYaH , à casa do D’us de Jacó, e Ele nos ensinará os seus caminhos e vamos em Seus caminhos. Pois de Sião a Torah sairá e a palavra de D’us de Jerusalém. E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos e eles vão quebrar as suas espadas em arado-partes e as suas lanças em foices e uma nação não levantará a espada contra outra nação e eles não aprenderão mais a guerra " (Isaías 2:1-4) .
Disse o rabino Elazar: O que Isaías quer dizer quando diz: "E muitos povos irão e dirão:" Vinde subamos à Montanha de D’us para a Casa do D’us de Jacob! "? Por que o D’us de Jacó, e não o D’us de Abraão, Isaac? A resposta é: Não como Abraão, que o viam como uma Montanha ("como é dito neste dia, no monte de HaVaYaH proverá "- Gênesis 22:14 ). E não como Isaac, para quem era um Campo ("E Isaac saiu para meditar no campo "- Gênesis 24:63 ). Mas, assim como Jacob, que o chamou de uma casa: "E chamou o nome daquele lugar Betel, a Casa de Deus " (Gênesis 28:19) .
Pesachim 88a
Jacob construiu a casa de oração para toda a humanidade. Abraão viu a espiritualidade como uma montanha elevada, mas isso tornou proibitiva e inacessível para alguns, pois "Quem pode subir a montanha deHaVaYaH ? " (Salmos 24:3) . Isaac tornou mais atingível por transformá-lo em um campo que pode ser lavrados e cultivados através de um trabalho contínuo e esforço. No entanto, isto também requer um nível de disciplina que não pode ser mantida por todos.
No entanto Jacob "chamou-lhe uma casa." Todo mundo entende que é uma casa. O ensino exemplificado na vida de Jacob é trazer até os menores detalhes práticos de nossas vidas dentro da "Casa" de espiritualidade. Em primeiro lugar e acima de tudo isso é feito por meio da oração sobre eles de forma simples e diretamente em nossas próprias palavras. O mundo da Asiyah(mundo material) pode ser um obstáculo para a espiritualidade, mas a oração transforma-lo em um carro de ascensão a D’us.
Quando a casa de Jacob é estabelecida no Monte do Templo, as nações "vai quebrar as suas espadas em arado e as suas lanças em foices e uma nação não levantará a espada contra outra nação e eles não aprenderão mais a guerra".
Esta visão magnífica de um futuro de paz e harmonia pode ser alcançada se cada um de nós aprendermos a tocar a sua parte na construção da casa perseguindo os mais elevados objetivos espirituais e através dos detalhes práticos de nossas vidas até o nosso comer e beber, trabalhar, socializar, etc. Só se conseguirmos alcançar a harmonia entre o espiritual e o material, nos domínios em que temos influência em conjunto com as pessoas que realmente vivem com o que podemos esperar para a harmonia a se espalhar pelo mundo como um todo.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O NOME DE D'US

                     


O que há em um nome?

Todo mundo fala sobre D'us, mas quando usar essa palavra, estamos todos a falar da mesma coisa?
Os Noahides aspiram a unir toda a humanidade na aceitação das Sete Leis Universais, dos quais o primeiro - para não cometer blasfêmia - inclui reconhecer a presença de D'us, temendo a D'us, orando a D'us, santificando o nome de D'us ...
Os cristãos, muçulmanos, hindus, budistas e membros de outras religiões concordam com isso? Será que agnósticos e ateus ser capazes de concordar? Será que todos eles entendem a mesma coisa quando a palavra D'us é usada?
Judeus piedosos não usar a palavra D'us em tudo no discurso cotidiano - em vez disso, falar sobre o Senhor.Eles concordam que, quando eles falam sobre o Senhor, eles estão se referindo ao mesmo Aquele a quem eles rezam, a quem também se referem a no discurso cotidiano como HaKadosh BARUCH HU, "O Santo, abençoado-ser-Ele". Em iídiche chamam GOTT, a palavra germânica para que o Inglês palavra Deus está relacionado.
O "essencial" Nome
Senhor é um nome hebraico que significa "O Nome". Ha-é o prefixo hebraico que significa "a", enquanto Shem é a palavra hebraica que significa "nome", qualquer nome ou substantivo. Quando os judeus falam do Senhor, eles estão falando o nome - que eles também chamam o nome de "essencial" de D'us (SHEM HA-ETZEM), que aparece em todo o original hebraico escrituras, a Torá.
O nome hebraico real ao qual o Senhor se refere é um nome composto de quatro letras hebraicas Yod, Heh, Vav, Heh. No entanto, a tradição judaica afirma que por causa da santidade suprema deste nome, é proibido de pronunciar ou pronunciá-lo. Assim, às vezes é chamado de (= indizível) nome "inefável" de D'us. Porque ele tem quatro letras, muitos estudiosos se referem a ele como o Tetragrammaton (em grego, Tetra é quatro e gramma significa uma letra). Às vezes, os judeus reorganizar a ordem das quatro letras que constituem o nome hebraico e referem-se a esse nome como HaVaYaH. Este rearranjo das letras é permitido para ser pronunciada. (O velho transcrição Inglês bíblica do Tetragrammaton que usou j para a letra hebraica yod é Jeová, mas os judeus piedosos não vou dizer esta palavra.)
A razão pela qual os judeus chamam este o nome essencial de D'us é porque, apesar de uma variedade de nomes e descrições são usados ​​nas escrituras hebraicas para se referir a diferentes aspectos de D'us, o nome de Havayah - D'us - é considerado a raiz de todos esses nomes e descrições - a unidade completa e perfeita que subjaz a toda a pluralidade.
Por exemplo, em lugares diferentes nas Escrituras Hebraicas D'us pode ser referido como EIL (= "The Power") ou ELOHIM ("Powers", uma forma plural usado com um verbo no singular quando se refere a D'us, e também usado com um plural verbo dos anjos e juízes); YAH (as duas primeiras letras do Tetragrama), às vezes traduzido como "Eternal" por falta de uma palavra melhor); HASHEM TZEVA'OT (D'us dos exércitos ou exércitos - os exércitos de Sua "anjos" ou "agentes" e criações), e SHADDAI (também traduzido como "Eternal" por falta de uma palavra melhor). D'us também é chamado RAHOOM ("tipo"), Hanoon ("compaixão"), GIBOR ("poderoso"), bem como por inúmeros outros epítetos, que se manifestam diferentes "aspectos" dos atributos de D'us.
Quando Abraão, Moisés, Davi e outros personagens bíblicos e profetas endereço de D'us, eles usam o nome hebraico ADONAY. Em hebraico, uma ADON é um "senhor" ou "mestre", eo sufixo-AY, que só é usado sempre a D'us, que indicaria "Nosso Senhor". Dirigindo-se a D'us como ADONAY, como os judeus não várias vezes por dia, em todas as suas orações em hebraico e bênçãos, indica que nos submetemos completo domínio de D'us sobre nós, como servos submeter a nosso Mestre.
O que há em um nome?que é tão importante sobre o nome do Senhor, que aparece pela primeira vez nas escrituras hebraicas no clímax do relato da Criação e nos versos seguintes, dando detalhes sobre a criação de Adão (Gênesis 2:4 ff).Antes desses versos, o relato da Criação usa apenas o nome hebraico Elohim.
Os sábios da Torá ensina que somente quando a obra da criação estava completa poderia HASHEM, o nome, a ser revelado. Foi esse nome através do qual D'us se revelou a Israel quando eles receberam a Torá no Monte Sinai: "Eu sou o Senhor vosso D'us, que te tirei da terra do Egito, da casa dos escravos" (Êxodo 20:02).
Nomes e fórmulas
Para melhor compreensão do significado deste nome, em particular na Torá, é necessário compreender que há uma diferença fundamental entre as palavras e nomes de hebraico bíblico e os de Inglês moderno. Em Inglês, todos os tipos de nomes estão ligados a todos os tipos de coisas, mas, independentemente das etimológicas e outras conotações desses nomes possui, as cartas reais de qualquer nome dado não necessariamente se relacionam com a essência interior das coisas que denota. Nomes ingleses são essencialmente constituído por meros fonemas, sons que são convencionalmente utilizados pelos falantes dessa língua para significar qualquer coisa ou ser cada substantivo ou nome denota. Na escrita, os fonemas são representados por sequências de letras do alfabeto.
No entanto, os tijolos de construção de palavras hebraicas são mais do que meras letras significando fonemas que são convencionalmente ligados às coisas que eles denotam. Cada uma das 22 letras do alfabeto hebraico (Aleph Beit) tem um valor matemático. Desde que o nome de cada letra é composta de que a carta, em combinação com uma ou duas outras letras, cada letra é uma fórmula matemática capaz de se unir com outras fórmulas matemáticas para fazer combinações poderosas. (Note que as 22 letras do Aleph Beit são consoantes, e em textos hebraicos as vogais são escritas como pequenos pontos ou linhas menores ou às vezes sobre as letras.)
Toda a gente sabe que a fórmula química convencional da água é H ² O, pois a água é uma combinação de dois átomos de hidrogénio para cada átomo de oxigénio. Mas as palavras hidrogênio e oxigênio se relacionam com a essência integrante das respectivas substâncias. Historicamente, eles se relacionam com o que já foi pensado para ser a essência integrante destas substâncias, mas a ciência moderna vê-los de forma diferente.No entanto, na linguagem mais precisa da teoria científica, vemos que as fórmulas podem possuir um poder enorme. É o suficiente para considerar as implicações revolucionárias de E = mc ² a equação de Albert Einstein, em que ele formulou toda a sua teoria da relatividade.
Os sábios da Torá da tradição Cabala ensina que os nomes e as palavras hebraicas se relacionam com a essência integrante das coisas que eles denotam, porque esses nomes são fórmulas subjacente da criação de D'us. Foi porque Adão tinha conhecimento dos segredos da criação que ele sabia o nome hebraico correto para cada um dos diferentes criações: este é o mistério subjacente do versículo: "... e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome" ( Genesis 1:19).
Unidade perfeitoAssim como leigos e iniciados estudantes de ciência que é difícil de entender a teoria da relatividade de Einstein, por isso não devemos esperar compreender os segredos do Nome essencial de D'us, no curto espaço de tempo podemos permanecer de pé em um pé. No entanto, não é necessário ter um conhecimento profundo de hebraico, a fim de obter um vislumbre da razão pela qual este santo Nome de Deus consagrados na Torá contém os mais profundos mistérios da criação. Tudo o que é necessário é um pouco de paciência e esforço para compreender alguns conceitos muito fundamentais.
O Tetragrama expressa até mesmo visualmente como three-dimensional do espaço físico, o universo (OLAM), emana de uma fonte superior que é tão além da nossa compreensão que só pode ser expresso como um mero ponto.
YodAssim, a primeira letra do Tetragrama (leitura da direita para a esquerda) é a letra hebraica YOD (י), a menor das 22 letras do alfabeto hebraico e considerado sua raiz. O YOD é escrito como um mero ponto ou mancha de tinta na página. Na verdade, o escriba da Torá, escreve o YOD com um minúsculo fio acima dela, sugerindo que este ponto vem de algum lugar escondido, e uma pequena linha que emana de debaixo dela, indicando que o poder ea energia deste ponto está indo a algum lugar. Mas a essência da carta é um ponto - uma gota de tinta que contém potencial, mas o potencial de ainda não se manifesta em detalhe.Matematicamente, a letra YOD é 10, o que indica que ele contém em unidade absoluta os 10 poderes axiomáticas de Deus (a 10 Sefirot). Da mesma forma o cyper 1 na verdade, contém os dez casas decimais - 0,1, 0,2, 0,3, 0,4, 0,5, 0,6, 0,7, 0,8, 0,9 e 1,0 - que são todos partes integrantes da unidade 1.
HehA segunda letra do TETRAGRAMA é a letra Hebraica HEH, o qual é formado por três linhas, dois dos quais formam um ângulo recto, enquanto as outras bancadas paralelo a uma das linhas que formam o ângulo, sem tocar no outro. Três linhas - três dimensões - com uma sugestão de conexão e desconexão. Aqui temos o início de um espaço tridimensional, que emana de D'us, mas muitas vezes parece desligado dele. Assim, o HEH fica ao lado da YUD, que emana dele.
Esta carta HEH é na verdade composta de duas outras letras hebraicas - a letra VAV, que é escrito com uma única linha ou acidente vascular cerebral, ea letra DALET que é composta de duas linhas que unem para fazer um ângulo reto. O HEH consiste num DALET com uma pequena VAV paralelo a uma das linhas da DALET enquanto não tocar no outro. O DALET é considerado um "útero", enquanto o VAV é um embrião em seu interior. Tanto o VAV eo emanam DALET do YOD, considerado o "pai" eo ​​VAV ea DALET revelar o poder inerente do yud. Assim, o nome da carta YUD é constituído pelas letras YUD, VAV e DALET.
VavA terceira letra do Tetragrama é um VAV. O que era um "embrião" contida no "ventre" da segunda letra do nome agora é revelado como uma carta completa em seu próprio direito. O VAV é como um YUD excepto que o segmento que sai da parte inferior da gota de tinta é prolongada em muito mais para baixo, para o fundo da linha em que as cartas são escritas. Da mesma forma a criação de D'us e trecho de auto-revelação "de cima para baixo", do espiritual ao material.
HehA quarta letra do Tetragrama é HEH. Este é um reflexo da segunda carta, que é também um HEH. Dos três letras base do TETRAGRAMA, apenas o HEH é repetido. Considerando que as duas primeiras letras do nome, o YOD eo HEH são "pai" e "mãe", respectivamente Sabedoria e Entendimento de Deus, a fonte da criação, a quarta letra do nome, a segunda HEH, alude ao "reino "ou" domínio "(OLAM," Universo ") que Ele criou para seus próprios propósitos inescrutáveis. Este "reino", representada pelo emana HEH a partir da terceira letra do Tetragrama, o VAV, que liga acima e abaixo. O plano de D'us é que a criação real neste mundo "abaixo" deve vir a refletir e revelar a fonte de que a criação do mundo espiritual "acima", assim como a quarta letra do Tetragrama, o segundo HEH, reflete e se manifesta na segunda letra da Tegragrama, o primeiro HEH.
Ser e da fonte de ser
Quase todas as palavras em hebraico, com apenas um muito pequeno número de exceções têm uma raiz composta de três letras hebraicas. HaShem, o Nome essencial de D'us, também tem a sua raiz de três letras contidas no último três de suas quatro letras constituintes - HOVEH, denotando um verbo "ser". Na gramática hebraica o yud que no Tetragrama está diante dessa raiz expressa o sujeito ativo do verbo, neste caso, o desconhecido, inconcebível que traz o "ser" para a existência. Na Cabala isso é chamado SOF EYN, "sem fim" - infinito e inconcebível. Ele é totalmente acima e além de criação, mas sua essência permeia toda a Criação em todos os planos, material, emocional, físico, intelectual, unidade, espiritual ... Perfeito abrangente e contido dentro de tudo pluralidade.